ERA UMA VEZ…

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“Conta-me a velha história,

Que fala ao coração,

De Cristo e Sua glória,

De Cristo e seu perdão”

Sarah Poulton Kalley

 

É impossível para mim não ler esses versos e não começar a cantar. Para quem conhece hinários antigos, sabe do que estou falando. Impossível também não me lembrar de minha igreja…

Faz um bom tempo que estou distante da mesma por motivos de trabalho, já que o mesmo é ligado a construção do Seu Reino em lugares longínquos. Todavia, são muitas as histórias e lembranças que jamais o tempo e a distância vão apagar. Mas por quê será que não se apaga?

A história que estamos escrevendo todos os dias tem muito para nos contar. É óbvio dizer isso, mas dificilmente vivida. O problema é quando não percebemos a história que a História quer nos contar. Podemos até ser bons contadores da mesma, mas incrivelmente desatentos as entrelinhas.

A “velha história” é como semente para o presente que vem e se vai. Ela não volta, está se construindo todos os dias. Deparando-se com a África do norte, é facilmente visível as riquezas do lugar, riquezas que se ligam através dos tempos. Atualmente a região está “em calma” (entre aspas), procurando se colocar nos eixos, mas ainda com enormes desafios institucionais e governamentais pela frente. É uma região vasta, cheia de surpresas e acontecimentos. Um lugar que busca um propósito para sí.

Um povo, uma fundação?

Não tem como falar da história da África do norte sem falar dos Bérberes. De acordo com a lenda, eles seriam os descendentes do povo de Atlântida, que teriam chegado no norte do continente pelas ilhas canárias. Caçadores, depois pastores e cultivadores, os bérberes se organizavam em tribos e em confederações, que os gregos distinguiam como os “Líbios”, ‘Numides” e “Mouros”. Vestígios de sua escrita (lingua tamazirt) são encontrados em diversos lugares. O nome “bérbere” veio de “bárbaros”.

Segundo a história, Cartago (Tunísia) disputava com Roma o controle do mar mediterrâneo, tornando-se uma potência na antiguidade. A cidade foi destruida depois das três Guerras Pûnicas. É fato que os Bérberes resistiram o Islã por quase 7 séculos, quando os árabes invadiram (através do comércio) a África do norte, trazendo o Islã e a lingua árabe.

Mas algo está acontecendo entre os Bérberes. Deus está fazendo grandes coisas, como podemos ver em uma região chamada Kabyle na Argélia. Um grande movimento do Espírito tem acontecido por lá, embora as coisas horríveis que aconteceram no passado. Há indícios que uma “onda” está saindo da região do Kabyle (Argélia), indo em direção ao oeste (Marrocos) e leste (Tunísia). Houve conversões através de sonhos em uma região montanhosa perto da fronteira do Marrocos com a Argélia. Existe também um forte movimento de “volta para os origens”, onde os Bérberes voltaram a estudar a lingua própria deles, canais de televisão dedicados à cultura e lingua bérbere. Este sentimento de “volta” pode trazer questionamentos, abrindo-se portas para importantes perguntas. Quando pensamos nisso e no que Deus já está fazendo na região, devemos desde já agradecer pelos milagres que vão acontecer.

A “velha história”, atual e brilhante, tem feito transformações no dia de hoje. Bérberes vindo para Cristo, sociedades sendo transformadas. Essa é a glória reservada: Cristo, como único e suficiente salvador.

 

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