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Líbia• Capital - Trípoli |
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Com aproximadamente o tamanho dos estados do Amazonas e Amapá somados, a Líbia é o décimo sétimo maior país do mundo. A maior parte de seu território é desértica, com regiões de oásis a noroeste e planícies costeiras a nordeste. Apesar da grande extensão de seu território, a Líbia é um país pouco povoado, com apenas 5,7 milhões de habitantes na virada do milênio. Estima-se, no entanto, que a população dobre nos próximos 19 anos, persistindo o elevado crescimento demográfico atual. Quase metade da população líbia tem menos de 15 anos e a grande maioria dos líbios reside em áreas urbanas. Com quase dois milhões de habitantes, Trípoli, a capital, é a maior cidade do país. Etnicamente, 97% da população constitui-se de árabes líbios, enquanto berberes, africanos e turcos somam 3%.
O nome Líbia origina-se de uma tribo que viveu na região por volta de 2000 a.C. Na Antigüidade, a área foi habitada por fenícios, gregos e romanos. A queda do Império Romano deu início ao longo controle do islamismo na região, que caiu sob domínio do Império Turco-Otomano em 1517, assim permanecendo até a invasão italiana. Na primeira metade do século XIX, a região abrigou a irmandade islâmica dos sanusis, fundada em 1837 por Muhammad bin Ali. Em 1911, a Líbia é invadida e dominada pela Itália, apesar de forte resistência. Finalmente, o país obtém sua independência em 1951 e logo torna-se um Estado rico com a descoberta de suas abundantes reservas de petróleo.
Em 1969, o coronel Muammar Kadafi assume o controle do país por meio de um golpe militar e estabelece um estado socialista com um único partido político. Dentro de sua atuação política, Kadafi tem financiado a propagação do islamismo como forma de obter poder na região. Devido ao apoio do governo líbio aos terroristas, as relações com o ocidente têm se deteriorado. Como conseqüência, o país já sofreu bombardeios e enfrenta sanções aéreas e comerciais.
A Igreja
O cristianismo possui raízes antigas na Líbia, mas seu fracasso inicial de evangelização dos berberes, em conjunto com o enfraquecimento causado pelo cisma donatista, deixou-o à mercê do avanço islâmico no século VII. O cristianismo acabou praticamente eliminado e, atualmente, há apenas alguns milhares de cristãos líbios, a maioria constituída de trabalhadores estrangeiros.
A Perseguição
Ainda que a Líbia seja um estado laico, seus líderes prestam grande respeito ao islamismo, conferindo-lhe um papel ideológico na sociedade. O governo exige o respeito às normas e tradições muçulmanas e a submissão de todas as leis à sharia, o código legal islâmico. Outras leis institucionalizaram a doação financeira, que é uma das cinco obrigações rituais de um seguidor islâmico, estabelecendo uma taxa de 2,5%. Ao mesmo tempo, o governo tem feito algumas concessões aos cristãos, permitindo cultos em igrejas e, às vezes, a entrada de missionários estrangeiros para trabalhar em programas de desenvolvimento.
O Futuro
A igreja líbia cresce em um ritmo moderado. Estima-se que em 2050 terá cerca de 500 mil membros ou apenas 4% de toda a população do país. É provável que a perseguição continuará sendo esporádica, com casos isolados de reações mais contundentes contra a evangelização.
Motivos de Oração
1. A igreja desfruta de alguma liberdade. Ore para que a igreja continue a fazer uso efetivo de tais liberdades e compartilhe as Boas Novas de Jesus Cristo por toda a nação.
2. Missionários oficiais não são permitidos. Existem áreas em que há espaço e abertura para profissionais cristãos e missionários que exerçam uma segunda atividade. Ore para que cristãos de todo o mundo tornem-se profissionais destas áreas e busquem servir aos líbios no amor de Jesus Cristo.
3. A igreja resiste a um governo que financia a propagação do islamismo. O governo líbio dá à religião islâmica um papel de destaque e contribui com missões muçulmanas em todo o mundo. Ore para que os líderes da Líbia conheçam a Cristo.
4. Há no país pressões islâmicas para estabelecer um governo teocrático. Radicais na Líbia têm conclamado insistentemente o estabelecimento de um Estado islâmico no país. Até agora o governo tem resistido aos apelos e pressões. Se Kadafi deixar o poder, não se sabe com certeza que tipo de governo vai sucedê-lo. Ore pela manutenção do estado laico e das liberdades que os cristãos encontram nele.
Informações tiradas da Portas Abertas. Acesse aqui