MILAGRES PARA O DESERTO

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O deserto é algo fabuloso. Pode significar muitas coisas, inclusive provisão. É um lugar de passagem, de anseios, de luta. Atualmente, tem sido palco de terrorismo.

Todos acompanharam pelos telejornais o que aconteceu no sul da Argélia. Foram quase uma semana de noticiário, onde terroristas do Al-Qaeda Magrebino (AQMI) invadiram uma usina de gás de Tigantourine, a 1.300 km a sudeste de Argel (capital do país), capturando reféns. O objetivo era provocar o exército francês a desocupar o norte do Mali, que também tem sido alvo de terrorismo. A tentativa dos terroristas fracassou devido ao assalto lançado pelo exército argelino, retomando o controle da usina. Na operação de resgate morreram pelo menos 37 reféns estrangeiros, um guarda de segurança argelino e outros cinco expatriados continuam desaparecidos; 29 terroristas também foram abatidos. Pelo menos esses são os “números conhecidos” de mortes.

Pode-se dizer que o Al-Qaeda Magrebino tem como sua origem a Argélia, mas é composta de várias nacionalidades: existem marroquinos, tunisinos, líbios, nigerianos. Eles pretendem ser “um braço” do força armada do falecido Bin Laden, realizando o Jihad por onde passam. Durante esses dias de sequestro no sul, muitos argelinos tiveram a impressão de fazer uma viagem no tempo, aos traumáticos anos 1990, quando o terrorismo islâmico golpeava diariamente, causando mais de 150 mil mortes em uma década. “O sequestro nos trouxe muitas más lembranças”, afirma Ahmed, com o rosto sombrio, enquanto toma um café em um bar na rua central onde mora. Desde dezembro de 2007, quando o ramo magrebino da Al Qaeda cometeu atentados na capital, o terrorismo não voltou a atingir nenhuma grande cidade. Esta semana de sequestro fez reviver as amargas lembranças.

As fronteiras meridionais da Argélia, com Mali e Níger, sempre foram tensas. Prova disso é que o comando que se apoderou de Tigantourine partiu do norte do Mali, passou pelo Níger, para em seguida entrar na Argélia através da fronteira Líbia. De seus 32 integrantes, pelo menos um terço era de tunisianos e entre eles havia líbios e subsaarianos. Parece que esta é a diferença dos anos 1990, onde a maioria dos inimigos da Argélia eram argelinos.

Irmãos nossos orando

Apesar do ocorrido, devemos nos lembrar que estão acontecendo grandes coisas na Argélia. A igreja argelina está crescendo, em meio a muitas perseguições e problemas. Oremos para que a luz do Reino do Pai brilhe intensamente no deserto, dissipando toda treva e trazendo a revelação da glória do Cristo vivo. Afinal de contas, o deserto sempre foi um palco para o agir de nosso Deus.

 

 

 

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