E lá se foram cinco anos…

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E lá se foram 5 anos. Anos de muitas lutas, esperanças, de muitas dores. O que podemos dizer sobre esses cinco anos de Primavera Árabe? Quais foram as mudanças feitas? Como o Evangelho está sendo recebido nessas nações?

Com certeza absoluta que Mohamed Bouazizi, vendedor de legumes que se imolou com fogo no vilarejo de Sid Bou Zid (Tunísia), mal sabia o que iria acontecer em sua nação e em várias partes do mundo. O descontentamento deste vendedor resultou em uma onda de revoltas: primeiramente na Tunísia, em seguida no Egito. Destituiu-se o ditador Kadafi na Líbia. Houve várias tentativas no Marrocos e na Argélia. Se espalhou para a Síria (com consequências até os dias atuais), Irã e até mesmo na Árabia Saudita. Yemem? Sim, um país que ainda está tentando se recuperar… Não dá para contar e nomear cada um dos movimentos, mas foi notório que o descontentamento tomou conta do coração de muitos. É a sede de mudança.

5 anos de Revolução (The Economist)

Gráfico do site The Economist mostrando o resultado das revoluções em vários países árabes

Os problemas acabaram?

Não, obviamente que não. Governos islâmicos tomaram posse em diversos países, a maioria passou por extremas dificuldades. Presidentes foram destituídos, constituições tiveram que ser reescritas. E o terrorismo apareceu como nunca antes: 3 ataques terroristas na Tunísia em menos de um ano (2015), e ataques no Egito que ainda pede por paz. O Estado Islâmico fazendo sua “base de operações” na dividida Líbia, onde várias “frentes de governo” tentam “organizar a nação. Pobreza e desemprego.

Nós, como Noiva de Cristo, precisamos olhar a história como se deve. Os acontecimentos atuais servem para aumentar o nosso desejo de ver o Seu Reino Entre Nós, impactando vidas e nações. Essa sede interna, que começou desde a expulsão do Eden, permanece e só pode ser saciada por aquele que sentou no poço e apresentou a Água viva para a mulher Samaritana.

O que podemos fazer? 

Engana-se (com extrema e irritante ingenuidade) que não podemos fazer nada. Você pode orar pela  Tunísia, país que tem sofrido com o terrorismo. Ore pelos (poucos) cristãos deste nação, que sejam unidos e que alcancem muito outros. Ore pela Líbia, que as armas sejam deixadas de lado e que haja união política para combater o Estado Islâmico que está em suas terras. Interceda pelo Egito que, à poucos dias atrás, teve outro ataque terrorista em um hotel. Peça por paz, serenidade e que o Evangelho se espalhe pelas terras do Nilo. Lembre-se do Marrocos, país lindo, de gente acolhedora, mas que sofre injustiça social. Ore para que o Rei dos reis impacte a vida do rei marroquino e que essa nação se incline aos Seus pés. Ore pelo Sahara ocidental, terra normalmente (e infelizmente) esquecida por muitos mas com identidade própria e pouquíssimos cristãos. Interceda pela Argélia, que o avivamento inunde este país com o poder de Deus, alcançando todas as outras etnias.

Além de orar, você pode (também) apoiar trabalhadores que lá estão, desenvolvendo diversos projetos de apoio, evangelizando e discipulando a muitos. Tem trabalho para todos.

Napoleão Bonaparte disse que, “nas revoluções, há dois tipos de pessoas: as que fazem e aquelas que se aproveitam de quem faz”. A Bíblia é enfática em nos dizer qual deve ser a nossa atitude diante de tantos desafios pelo mundo.

Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado. (Tiago 4:17)

Lembre-se sempre de uma coisa: nós não somos turistas, somos peregrinos nessa terra. Caminhamos olhando para Ele e para os outros que estão ao nosso redor. Povos e etnias da África do norte precisam ouvir falar do Rei e que Ele ajude nessa sublime e desafiadora tarefa.

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