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Tunísia• Capital -Tunis • População -9,5 milhões (63% urbana) • Idiomas -Árabe e francês • Religião - Islamismo 99%, cristianismo 0,5% |
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A Tunísia situa-se entre a Líbia e a Argélia, na costa mediterrânea africana. Suas montanhas na região norte – algumas com mais de 1.500 m de altitude – são entremeadas por vales e planícies férteis. Caminhando em direção ao sul do país, as montanhas dão lugar a um planalto que, gradualmente, perde altitude até alcançar uma série de lagos de água salgada. A metade sul do território tunisiano faz parte do deserto do Saara. O norte do país possui um clima mediterrâneo que se torna gradativamente mais quente e seco à medida que se caminha em direção ao sul.
Aproximadamente 9,5 milhões de pessoas vivem na Tunísia e 63% da população concentra-se nos centros urbanos. Túnis é a capital e a maior cidade do país, com cerca de 700 mil residentes. Quase três quartos da população habita as regiões costeiras, enquanto os desertos ao sul abrigam somente 30% dos tunisianos, apesar de compreender 70% do território. Etnicamente, a maioria da população é árabe, mas há a presença de minorias berberes e européias. Aproximadamente um terço dos habitantes possui idade inferior a 15 anos. A educação é gratuita e a Universidade de Túnis tem mais de 100 mil estudantes. Apesar disso, mais da metade da população adulta não possui educação formal e o índice de analfabetismo chega a quase 30%.
Praticamente todos os tunisianos são muçulmanos, a maioria de tradição sunita. Ainda assim, há minorias de judeus e de cristãos. Famosa por ser um importante centro islâmico, a cidade sagrada de Kairouan, no norte do país, costuma ser palco de peregrinações religiosas.
A Igreja
O cristianismo chegou ao território da Tunísia no final do século I e foi profundamente marcado pelo cisma donatista, um importante movimento herético desencadeado pelo bispo Donato de Cartago no século IV. Embora o islamismo tenha varrido a Tunísia no século VII, o cristianismo ainda conseguiu sobreviver na região por mais 300 anos. No século XIII, uma nova igreja foi implantada no país por missionários franciscanos e dominicanos.
Atualmente, há pouco mais de 50 mil cristãos no país, a maioria dos quais são católicos franceses ou refugiados libaneses. Amedrontados e isolados, os cristãos de cidadania tunisiana somam apenas alguns milhares de pessoas e, por serem carentes de treinamento teológico, são presas fáceis para a perseguição.
A Perseguição
A constituição tunisiana declara o islamismo como a religião oficial do país e determina que o chefe de estado seja um muçulmano. Por outro lado, ela também assegura a liberdade de consciência e protege o livre exercício de culto. Essa postura tem sido administrada diante do crescente fundamentalismo islâmico no país e, embora haja tolerância ao culto cristão, o governo não é favorável à evangelização. O islamismo tem se enraizado na sociedade e criado significativas barreiras culturais à conversão.
O Futuro
A igreja tunisiana desfruta de certa liberdade na Tunísia, o que permite seu crescimento. A tendência atual indica que a igreja tunisiana poderá dobrar de tamanho por volta de 2050 e que a participação dos cristãos na população deverá aumentar, pois a taxa de crescimento da igreja excede a taxa de crescimento demográfico do país. É provável que o crescimento da igreja leve a esmagadora maioria muçulmana a criar maiores restrições ao cristianismo. Talvez o maior desafio para o futuro da igreja na Tunísia seja o treinamento de líderes que apóiem o crescimento que está por vir.
Por enquanto, os muçulmanos tunisianos convertidos são deixados em paz pelas autoridades, que passam a maior parte do tempo restringindo a influência dos muçulmanos fundamentalistas. Esta situação é favorável as cristãos de duas formas: distrai a atenção das autoridades e os muçulmanos fundamentalistas, que formam uma possível fonte de perseguição, são impedidos de perturbar os cristãos. Como a pressão internacional para suprimir o movimento islâmico é grande nestes dias, não parece que a situação na Tunísia venha a mudar de imprevisto.
Motivos de Oração
1. A igreja desfruta de uma liberdade limitada. Ore para que os cristãos tunisianos utilizem a abertura que possuem para evangelizar toda a nação.
2. Observadores estão preocupados com o crescimento do fundamentalismo islâmico. Ore para que esse movimento seja reduzido drasticamente. Ore também para que haja um bom relacionamento entre cristãos e muçulmanos, o que manteria a perseguição sob controle.
Informações tiradas da Portas Abertas. Acesse aqui